Criatura (A Marca) Curiosidades

05/05/2021 / 8 meses ½ atrás

O nascimento de Carlinna Fiori

O nascimento de Carlinna Fiori

Quer saber como nasceu Carlinna Fiori? Então sente-se confortavelmente que contarei tudo desde o começo... 

Quem me conhece sabe que as artes manuais me acompanham desde pequena. Não sei como começou, mas sempre fiz trabalhos manuais das mais diversas técnicas, na escola ou em casa, mesmo que por brincadeira. Sempre gostei, também, de me enfeitar, mudar o cabelo, enfim, tudo que pudesse valorizar o visual. 

No início dos anos 2000 comecei a fazer bijuterias. Primeiro, desmontando e remontando as bijuterias que eu já possuía. Depois, fui em busca de onde comprar materiais para fazer minhas próprias bijuterias, principalmente brincos e pulseiras, que eu adorava - e ainda adoro. Com isso fui fazendo e fazendo, até o ponto que resolvi começar a vender as peças que produzia. Criei uma marca para as bijuterias, a Q-Show Bijoux, montei uma lojinha no Elo7 e comecei a vender. Nessa época, também, eu estava fazendo um curso politécnico e uma amiga minha do curso, a Paulinha, pegava as peças para vender. Ela vendia, tirava a comissão dela, me pagava e nós saíamos para beber e dançar. Como era uma renda extra, a venda das bijuterias garantiu nossa diversão por algumas vezes. Nessa época eu trabalhava com o meu pai, que possuía uma padaria, então as bijuterias não eram prioridade para mim. 

Em 2008 eu já estava na vibe de parar de trabalhar com família e ir em busca do meu lugar no mundo, sem dependência, sem interferência... Comecei, então, participando de algumas feiras e eventos para vender minhas peças. Nessa época comecei a desenvolver, também, bijuterias de crochê no metal, feitas com fios de aço bem fininhos e minhas peças foram parar em Parati, através de uma loja colaborativa que, infelizmente, nem existe mais. Além das bijuterias, fazia, também, cachecóis, golas e lenços de crochê, mas de forma descolada. Nada era como o crochê tradicional. Eu tinha que dar um toque diferente a cada peça.  

A venda das bijuterias somente, não dava para me sustentar e em 2010 comecei a trabalhar na área administrativa de uma gráfica. Só fazia minhas peças a noite, quando chegava em casa e quando dava. E assim ficou por alguns anos, vendendo aqui ou ali, vez em quando, mas a chama ainda acesa.  

Em meados de 2015, ainda trabalhando nessa gráfica, eu aproveitei que uma empresa estava liquidando camisas de malha e comprei algumas com a intenção de tingi-las, borda-las, enfim estiliza-las de alguma forma. Não tinha pretensão de comercializa-las, mas ali nascia o desejo por algo novo... Conforme ia produzindo essas camisas, ia nascendo em mim a vontade de inserir coisas ligadas a moda ao meu portifólio e cheguei até mesmo a fotografar algumas dessas blusas e inserir na minha página do facebook na época.  

Então, conversando com um amigo na época ele me disse que, se eu quisesse mesmo investir nesse negócio e inserir coisas ligadas a moda aos meus produtos eu deveria criar uma outra marca, mais ligada ao meu nome, a minha personalidade. A marca Q-Show Bijoux era muito impessoal, genérica até. Não tinha um nome ligado intimamente a mim. Lembro que ele sugeriu que eu usasse o meu próprio nome, mas apesar de ter entendido o propósito, eu não me sentia confortável em usar o meu próprio nome; ainda mais pelo fato de eu sempre querer separar o profissional do familiar, já que o trabalho em família não deu muito certo. 

Começava, então, o processo de gestação de uma marca que estivesse diretamente ligada a mim, que me representasse e representasse o que eu fazia e pretendia fazer. Como não queria o meu nome, pensei nos apelidos. O apelido mais comum era (e ainda é) é Carlinha, mas tinha a percepção de que nome no diminutivo poderia diminuir, também, a marca. Não era nada concreto e ninguém nunca havia falado nada sobre isso, mas era uma coisa que "martelava" na minha cabeça e acabei repudiando esse nome por isso. O segundo apelido seria Carlota, mas esse é bastante usado em muitas áreas, além de remeter sempre a Carlota Joaquina. Nada contra a personalidade histórica e, por isso, também não me agradou.  

Eis que numa noite de bobeira, vendo as imagens de um desfile em Milão, veio a ideia de um nome com inspiração italiana. Fiquei maturando isso em minha cabeça e achei bem interessante, até porquê tenho descendência de imigrantes italianos que vieram para o Brasil. Então, pensando no meu nome e nos apelidos surgiu Carlinna. O Fiori surgiu por conta das flores em crochê que eu fazia - além da mania de ficar rabiscando flores quando estou ao telefone ou assistindo alguma aula. Gostei do nome, da sonoridade ao ouvir sua pronuncia e do que ele representava. Estava perfeito. Nesse momento eu paria a criatura.  

E assim nasceu Carlinna Fiori, a Criatura que seria responsável por representar a Criadora - que sou eu - bem como todas as criações dali por diante. 

 

Carla Veronica. 

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